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Domingo, 10 de Maio 2026
Política

Comissão da Câmara aprova obrigatoriedade de nota fiscal eletrônica para enfermeiros autônomos

O projeto ainda necessita de aprovação da Câmara e do Senado para se tornar lei

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Comissão da Câmara aprova obrigatoriedade de nota fiscal eletrônica para enfermeiros autônomos
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados concedeu aprovação ao Projeto de Lei 4258/25, que estabelece a obrigatoriedade da emissão de nota fiscal de serviços eletrônica (NFS-e) por enfermeiros que atuam como autônomos ou empreendedores.

Essa determinação se estende aos profissionais cadastrados nos Conselhos Regionais de Enfermagem que prestam serviços em modalidades não tradicionais e no âmbito da saúde suplementar.

A iniciativa partiu da deputada Enfermeira Rejane (PCdoB-RJ). Conforme a parlamentar, o objetivo é formalizar a atividade, promover maior transparência e elevar o reconhecimento da categoria profissional.

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Valorização e regulamentação da atuação

A relatora da matéria, deputada Enfermeira Ana Paula (Pode-CE), manifestou-se favorável à aprovação do texto. Ela ressaltou que a crescente participação de enfermeiros e técnicos como empreendedores em áreas como cuidados com feridas e monitoramento de enfermidades crônicas demanda uma regulamentação específica.

“É essencial que os profissionais de enfermagem, ao desempenharem suas funções de forma autônoma, sigam as mesmas diretrizes de mercado e de transparência fiscal aplicáveis a qualquer outro provedor de serviços”, declarou a relatora. A deputada acrescentou que a exigência da nota fiscal eletrônica “assegura a formalização e a conformidade fiscal”, impulsionando a integração econômica desses trabalhadores.

Detalhamento das regras e possíveis sanções

O projeto estabelece que tanto os municípios quanto o Distrito Federal terão de ajustar seus sistemas tributários para viabilizar a emissão da NFS-e. Adicionalmente, as administrações municipais poderão estabelecer parcerias com associações de classe, visando simplificar o procedimento e oferecer orientação aos profissionais.

A inobservância da legislação implicará que o profissional ou o estabelecimento infrator estará sujeito às penalidades administrativas já estipuladas nas normativas municipais e distritais vigentes.

Tramitação e próximos estágios do projeto

Em tramitação conclusiva, a proposta será submetida à análise das comissões de Finanças e Tributação, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se converta em lei, o projeto ainda requer a aprovação tanto da Câmara dos Deputados quanto do Senado Federal.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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