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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Política

Comissão da Câmara aprova sistema de coleta seletiva para coco verde

O texto aprovado prevê parceria com cooperativas de catadores e ainda será analisado por outras comissões da Câmara dos Deputados.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Comissão da Câmara aprova sistema de coleta seletiva para coco verde
Mario Agra / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados deu sinal verde a um projeto que autoriza estados e municípios a implementar um sistema de coleta seletiva e logística reversa para o coco verde, operando de forma autônoma em relação ao serviço público tradicional de limpeza urbana.

A logística reversa é um processo abrangente que engloba a coleta, o transporte, o armazenamento, a reciclagem e o tratamento dos resíduos gerados após o consumo de produtos e suas embalagens.

É previsto que o novo sistema incorpore iniciativas de educação ambiental e, sempre que viável, estabeleça colaborações com cooperativas de catadores de materiais recicláveis.

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Mudanças no texto original

A versão final aprovada é um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Fernando Monteiro (PSD-PE), ao Projeto de Lei 616/24, de autoria do deputado Professor Reginaldo Veras (PV-DF).

Inicialmente, a proposta original impunha a obrigação a produtores, distribuidores e comerciantes de coco verde de implementar esses sistemas de coleta seletiva e logística reversa.

Confira a íntegra do texto aprovado

A iniciativa visa modificar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que já estabelece uma lista de produtos para os quais a logística reversa é compulsória. Esse mecanismo de gestão de resíduos abrange fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes.

Hoje, a PNRS já impõe a logística reversa para diversos itens, como agrotóxicos, pilhas e pneus, entre outros.

2 bilhões de frutos

O deputado relator destacou que o Brasil gera anualmente cerca de 2 bilhões de cocos verdes, com aproximadamente 80% dessa produção concentrada na região Nordeste. Ele ressaltou que a dispersão do comércio e a alta informalidade do setor representam desafios significativos para a implementação de um sistema nacional padronizado.

Monteiro argumentou que 'uma exigência genérica, aplicável a todo o território nacional, resultaria, na melhor das hipóteses, em um cumprimento incompleto'.

Para o deputado, um sistema de abrangência nacional seria viável apenas em contextos mais controlados, como em indústrias de processamento de água de coco ou em grandes redes comerciais.

O relator esclareceu que a intenção não é impor aos entes federativos a estruturação e implementação da logística reversa, mas sim 'destacar no texto legal a opção de utilizar os instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos para a gestão adequada do resíduo do coco verde'.

Próximos passos

A proposta já obteve aprovação da Comissão de Meio Ambiente e, posteriormente, será submetida à análise conclusiva da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para que o projeto se torne lei, ele ainda necessita de aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Entenda melhor o processo de tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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