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Quarta-feira, 29 de Julho 2026
Justiça

Defesa alega que Bolsonaro não autorizou vídeo de inteligência artificial no PL

Advogados argumentaram ao STF que restrições de visitas impediram contato prévio e citaram o uso histórico da imagem do ex-presidente pela família.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Defesa alega que Bolsonaro não autorizou vídeo de inteligência artificial no PL
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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A defesa de Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), que o ex-presidente jamais permitiu a exibição de um vídeo de inteligência artificial durante a convenção nacional do PL. O documento responde a uma cobrança formal enviada pelo ministro Alexandre de Moraes a respeito da veiculação do material em evento partidário.

No encontro realizado no último sábado (25), o conteúdo exibiu uma simulação digital do ex-mandatário discursando em apoio à pré-candidatura de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, para a Presidência da República.

A resposta atende à determinação de Moraes, relator do processo, que concedeu prazo de 48 horas para esclarecimentos. O magistrado destacou que Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está vetado de fazer manifestações político-eleitorais, inclusive por intermediários.

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Regras eleitorais e proibições do TSE

O ministro ressaltou que a falta de concordância expressa pode gerar desdobramentos na esfera eleitoral e configurar deep fake. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proíbe a criação de conteúdos sintéticos para vincular imagem ou voz a candidatos sem autorização prévia.

Na petição enviada à Justiça, os defensores explicaram que o ex-presidente não tinha como autorizar a peça publicitária. Isso ocorre porque Flávio Bolsonaro estava impedido de visitá-lo após a publicação de uma carta em redes sociais.

"O peticionário encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de trinta dias, enquanto seu filho Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de noventa dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material", declarou a defesa.

Por fim, os advogados ressaltaram que o clã familiar costuma utilizar o acervo do patriarca sem a necessidade de autorizações formais prévias.

"Seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito", argumentaram os representantes legais.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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