Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 13 de Maio 2026
Justiça

Estudante deverá ressarcir R$ 720 mil por uso indevido de cota racial

Um acordo entre o MPF, a Unirio e um aluno de medicina estabeleceu o pagamento após o ingresso na universidade por meio de vaga reservada sem o cumprimento dos requisitos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Estudante deverá ressarcir R$ 720 mil por uso indevido de cota racial
© Marcello Casal jr/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério Público Federal (MPF) formalizou, nesta semana, o terceiro Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com discentes da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) visando a reparação pela ocupação indevida de vagas reservadas a cotas raciais.

O pacto foi firmado na última terça-feira (12) entre o MPF, a Unirio e um estudante de medicina que ingressou na instituição em 2016, utilizando uma vaga destinada a candidatos pretos, pardos ou indígenas, sem atender às exigências do edital.

Conforme o MPF, o TAC estipula que o estudante efetuará o pagamento de R$ 720 mil, a serem quitados em 100 parcelas mensais de R$ 7,2 mil. Adicionalmente, ele participará de um curso de letramento racial, com atividades teóricas e práticas, oferecido pela própria universidade.

Publicidade

Leia Também:

Os valores arrecadados serão integralmente direcionados para o financiamento de bolsas a estudantes negros do curso de medicina da Unirio e para a sustentação de programas educacionais focados nas relações étnico-raciais e no combate ao racismo estrutural.

O MPF enfatiza que a celebração deste novo TAC integra uma iniciativa abrangente do órgão para corrigir distorções históricas relativas à política de cotas na Unirio.

Com este novo compromisso, o montante total já garantido por meio de acordos firmados pelo órgão ultrapassa a marca de R$ 2 milhões.

Acordos anteriores

Em dezembro de 2025, o MPF já havia estabelecido o primeiro acordo de reparação com uma estudante de medicina que ocupou indevidamente uma vaga reservada para pessoas negras, pardas ou indígenas, obtida via Sistema de Seleção Unificada (Sisu) em 2018.

O TAC também determinou o pagamento de R$ 720 mil e a participação obrigatória em um curso de letramento racial, com os recursos destinados a bolsas para estudantes cotistas. O segundo acordo foi assinado em abril de 2026, entre o MPF e outro estudante do mesmo curso, prevendo a reparação financeira de R$ 720 mil e as mesmas medidas educativas.

Compensação

O MPF também constatou um déficit histórico de pessoas negras no corpo docente da instituição. Para promover a compensação histórica, a Unirio passou a reservar 35% das vagas em futuros concursos para candidatos negros até que o passivo seja completamente sanado.

A universidade comprometeu-se ainda a implementar concursos unificados e novos critérios para a distribuição das vagas, com o intuito de evitar o fracionamento de editais que, na prática, prejudicava a efetivação das ações afirmativas.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR