Aguarde, carregando...

Terça-feira, 28 de Abril 2026
Justiça

Gustavo Gayer torna-se réu no STF por injúria contra Lula

O parlamentar manipulou uma imagem do presidente Lula em 2024, retratando-o com vestimentas militares e uma braçadeira com a suástica nazista.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Gustavo Gayer torna-se réu no STF por injúria contra Lula
© Lula Marques/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deliberou nesta terça-feira (28) pela abertura de ação penal contra o deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que agora figura como réu pela acusação de injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão do colegiado foi unânime ao acolher a denúncia formalizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que incrimina o parlamentar por veicular uma imagem adulterada com o intuito de vincular o presidente da República ao grupo terrorista Hamas e à ideologia nazista.

No ano de 2024, o deputado alterou digitalmente uma fotografia de Lula, inserindo o presidente em trajes militares e com uma braçadeira exibindo o símbolo da suástica nazista. A montagem foi gerada por meio de inteligência artificial.

Publicidade

Leia Também:

Após a divulgação da imagem, a Advocacia-Geral da União (AGU) requereu que o deputado retirasse a publicação e notificou o Ministério da Justiça. Posteriormente, a Polícia Federal (PF) instaurou um inquérito para investigar o caso.

Durante a sessão desta terça-feira, a turma seguiu, por 4 votos a 0, o parecer do ministro relator Flávio Dino, que defendia a instauração da ação penal contra Gayer.

O ministro Dino sustentou que a utilização de inteligência artificial para disseminar uma montagem não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar.

"Este assunto ganha particular seriedade em uma era de manipulações de imagem e voz extremamente perigosas", declarou o ministro.

A posição do relator foi endossada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Defesa

Ao longo da fase de inquérito, a Procuradoria-Geral da República (PGR) sugeriu a suspensão do procedimento, contudo, a defesa do parlamentar não compareceu.

Na sessão realizada nesta terça-feira, Gayer igualmente não constituiu um representante legal.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR