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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Justiça

Justiça mantém decisão provisória contra imposto na exportação de petróleo

Decisão liminar atendeu ao pedido de cinco grandes companhias do setor, incluindo Total Energies, Repsol Sinopec, Petrogal, Shell e Equinor.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Justiça mantém decisão provisória contra imposto na exportação de petróleo
© 26.07.2020/Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) rejeitou um recurso da União, confirmando a validade de uma liminar que suspende a cobrança de uma alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo.

A decisão liminar, de caráter temporário, foi proferida pela desembargadora federal Carmen Silvia Lima de Arruda, da Quarta Turma Especializada, em um despacho emitido na noite de quinta-feira (9).

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), braço jurídico do Ministério da Fazenda, havia apresentado o recurso, conhecido como agravo de instrumento, em oposição a uma decisão de primeira instância datada da terça-feira (7).

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A decisão provisória acolheu o pedido formulado por cinco empresas multinacionais do ramo petrolífero: Total Energies (França), Repsol Sinopec (Espanha e China), Petrogal (Portugal), Shell (anglo-holandesa) e Equinor (Noruega).

Ao analisar o agravo, a desembargadora Carmen Lima de Arruda considerou que a Fazenda Nacional não conseguiu comprovar a existência de um risco iminente e concreto que justificasse a reversão da decisão. Ela avaliou que não haveria prejuízo em aguardar o julgamento final do caso.

O TRF2 ainda não estabeleceu uma data para o julgamento definitivo da matéria.

Entenda o caso

A imposição de 12% de Imposto de Exportação está prevista na Medida Provisória (MP) 1.340/2026, que entrou em vigor em 12 de março.

O governo editou a MP como uma estratégia para frear o aumento nos preços dos derivados de petróleo no mercado interno, especialmente o óleo diesel. Essa medida foi tomada em resposta às turbulências na cadeia produtiva de petróleo causadas pela guerra no Oriente Médio, que impactaram a oferta do produto.

A cobrança do imposto sobre exportações visava compensar a perda de arrecadação decorrente da isenção das alíquotas de PIS e Cofins incidentes sobre o óleo diesel. A alíquota zero desses tributos federais permitiria que os preços chegassem mais acessíveis aos consumidores. Adicionalmente, a medida buscaria desencorajar as empresas exportadoras a vender petróleo para o exterior.

O governo também implementou um sistema de subvenção, uma espécie de ressarcimento, para estimular importadores e produtores de diesel a não comercializarem o produto no país por valores superiores aos estipulados.

As empresas exportadoras de petróleo que se sentiram prejudicadas argumentam que o imposto possui um caráter puramente arrecadatório, o que violaria o princípio da anterioridade, que impede a cobrança de tributos sem um período mínimo de antecedência.

Em sua decisão inicial, o juiz federal Humberto de Vasconcelos Sampaio, da 1ª Vara Federal do Rio de Janeiro, acatou o pedido das cinco empresas multinacionais.

Recurso

Ao apresentar o recurso, a Fazenda Nacional defendeu, entre outros argumentos, que a cobrança em questão não apresentava desvio de finalidade e estava justificada pelo contexto internacional da guerra no Oriente Médio. Alegou que houve um aumento expressivo no preço do barril de petróleo e uma escassez do produto, com potenciais efeitos negativos para a economia brasileira.

“Sua função principal é a regulação do comércio exterior e a proteção do mercado interno”, afirmou a Fazenda Nacional.

Inflação de combustíveis

O encarecimento dos combustíveis, que motivou a disputa judicial, teve sua dimensão revelada nesta sexta-feira pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país.

A inflação registrada em março foi de 0,88%, impulsionada majoritariamente pelo grupo de transportes. Os combustíveis apresentaram uma alta de 4,47%. A gasolina, que havia subido 0,61% em fevereiro, registrou um aumento de 4,59% em março. O diesel, que teve uma elevação de 0,23% em fevereiro, saltou para 13,90% em março.

Na última segunda-feira (6), o governo anunciou um conjunto de medidas destinadas a controlar a escalada dos preços dos combustíveis. Essas ações incluem subsídios para diesel e gás de cozinha, além da redução de impostos e apoio ao setor aéreo.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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