Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 11 de Maio 2026
Economia

Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 4,91% em 2024

IPCA acumulado em 12 meses atingiu 4,14%, segundo dados do IBGE.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 4,91% em 2024
© Joédson Alves/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

A expectativa do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como medida oficial da inflação no Brasil, foi ajustada de 4,89% para 4,91% para o ano corrente. Essa projeção consta no Boletim Focus desta segunda-feira (11), uma pesquisa semanal realizada pelo Banco Central (BC) que compila as previsões de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos do país.

A instabilidade no Oriente Médio, com seu impacto sobre os preços dos combustíveis e a inflação geral, levou à nona elevação consecutiva na previsão do IPCA para este ano, ultrapassando o teto da meta estabelecida pelo BC.

A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, estabelecendo um limite inferior de 1,5% e um superior de 4,5%.

Publicidade

Leia Também:

Em março, o aumento nos custos de transporte e alimentação resultou em uma taxa de inflação oficial de 0,88% para o mês, superior aos 0,7% registrados em fevereiro. O acumulado do IPCA em 12 meses, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), situou-se em 4,14%.

Para o ano de 2027, a projeção de inflação se manteve em 4%. As estimativas para 2028 e 2029 são de 3,64% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

Para atingir a meta de inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, como principal ferramenta. Atualmente, a taxa está fixada em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na reunião mais recente, realizada na semana passada, o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, marcando a segunda redução consecutiva, mesmo diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Entre junho de 2025 e março deste ano, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o nível mais alto em quase duas décadas. O Copom retomou o ciclo de cortes de juros na última ocasião, em um contexto de desaceleração da inflação. Contudo, o conflito no Oriente Médio, com suas repercussões no aumento dos preços de combustíveis e alimentos, adiciona complexidade ao cenário para as decisões do Copom.

Em seu comunicado mais recente, o colegiado não forneceu indicativos claros sobre os futuros movimentos da taxa de juros. O BC informou que está acompanhando atentamente o desenrolar do conflito e seus potenciais efeitos prolongados sobre a inflação.

O próximo encontro do Copom, responsável por definir a taxa Selic, ocorrerá nos dias 16 e 17 de junho.

Nesta divulgação do Boletim Focus, a previsão dos analistas de mercado para a taxa básica de juros ao final de 2026 permaneceu em 13% ao ano. Para 2027 e 2028, a expectativa é de uma redução da Selic para 11,25% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve se estabilizar em 10% ao ano.

Quando o Copom eleva a Selic, o objetivo é moderar a demanda excessiva, o que impacta os preços ao tornar o crédito mais caro e incentivar a poupança. Taxas de juros mais elevadas também podem restringir a expansão da atividade econômica.

As instituições bancárias consideram outros fatores ao determinar as taxas de juros cobradas dos consumidores, como o risco de inadimplência, a margem de lucro e os custos operacionais.

Por outro lado, quando a Taxa Selic é reduzida, a tendência é de barateamento do crédito, estimulando a produção e o consumo. Isso pode levar a um menor controle sobre a inflação, ao mesmo tempo em que impulsiona a atividade econômica.

PIB e câmbio

Na presente edição do boletim do Banco Central, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano foi mantida em 1,85%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, variou de 1,75% para 1,76%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro projeta uma expansão do PIB de 2% em ambos os anos.

Em 2025, a economia brasileira registrou um crescimento de 2,3%, de acordo com o IBGE. Esse resultado, impulsionado pela expansão em todos os setores e com destaque para o agronegócio, marca o quinto ano consecutivo de expansão.

No Boletim Focus desta semana, a previsão para a cotação do dólar ao final deste ano está em R$ 5,20. Para o término de 2027, estima-se que a moeda norte-americana seja negociada a R$ 5,30.

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio – Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR