Às vésperas do confronto contra o Brasil pelas oitavas de final da Copa do Mundo, a Noruega precisou recorrer a medidas incomuns para enfrentar a forte onda de calor que atinge a região de Nova Jersey. Durante a atividade desta sexta-feira (3/7), a comissão técnica manteve o sistema de irrigação do campo ligado em parte do treinamento, além de distribuir coletes de gelo e reforçar o uso de protetor solar entre os jogadores para minimizar os efeitos das altas temperaturas.
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A situação provocou críticas por parte da delegação norueguesa. O médico da seleção, Ola Sand, afirmou que a Fifa deveria adotar protocolos mais rígidos para atividades realizadas sob calor extremo e classificou a ausência de um limite de temperatura como preocupante.
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“Acho que beira a irresponsabilidade, mas a Fifa não tem outro limite. A recomendação veio de diversos cientistas e pesquisadores renomados do clima, que estudam os efeitos do calor nas pessoas, sem que eu tenha sido consultada”, disse.
Segundo Sand, a entidade máxima do futebol mundial estabelece protocolos para outras condições climáticas, como tempestades, mas não prevê um teto de temperatura para treinamentos ou partidas, obrigando as equipes a administrarem os riscos por conta própria.
“Deveria haver um (limite). Por isso, temos que ficar de olho nos jogadores e nos comunicar com eles o tempo todo. O bom é que temos essas pausas para hidratação, onde podemos conversar e ajudá-los a se refrescar um pouco”, acrescentou.
A Federação Norueguesa de Futebol informou ainda que apresentou uma reclamação formal à Fifa sobre o protocolo adotado durante a competição. De acordo com o médico, outras seleções também manifestaram preocupação, mas nenhuma mudança foi implementada.
“Enviamos mensagens, e sei que muitos outros também enviaram mensagens de preocupação à Fifa, e eles não fizeram nada”, afirmou. Na sequência, Sand voltou a defender alterações na programação da competição em locais de calor intenso: “Acho que deveria ter havido um limite máximo, e que deveriam ter marcado os jogos para horários do dia em que não estivesse tão quente.”
Além da preocupação com as condições climáticas, a comissão técnica acompanha a situação física de Erling Haaland. De acordo com a imprensa norueguesa, o atacante chega à reta decisiva do Mundial apresentando sinais de desgaste após uma temporada intensa pelo Manchester City e pela seleção. Apesar disso, o camisa 9 participou normalmente da atividade desta sexta-feira e não preocupa para o duelo contra o Brasil.
Nos últimos dias, a região de Nova Jersey, Nova York e Filadélfia registrou temperaturas próximas dos 40°C, com sensação térmica ainda mais elevada. A previsão, no entanto, indica uma redução do calor para domingo (5/7), data do confronto entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo.


