Aguarde, carregando...

Quarta-feira, 21 de Outubro 2026

Eleições 2026

AO VIVO
Apurado: 0%
Aguardando início da apuração oficial...

Saiba Mais
Economia

Nova fase do Desenrola 3.0 pode renegociar R$ 90 bilhões em dívidas bancárias

Instituições financeiras têm cinco dias úteis para habilitar carteiras de crédito, com desconto mínimo obrigatório de 90% na aquisição pela União.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Nova fase do Desenrola 3.0 pode renegociar R$ 90 bilhões em dívidas bancárias
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

As instituições financeiras poderão apresentar até R$ 90 bilhões em débitos antigos para a primeira etapa do Desenrola 3.0, informou o Ministério da Fazenda nesta quarta-feira (21). A medida marca a abertura do chamamento público para que bancos e fundos vendam suas carteiras de crédito para a União.

Apesar do volume expressivo de débitos previstos, o custo para o Tesouro Nacional está limitado a R$ 9 bilhões. Esse valor decorre da exigência de um deságio obrigatório de pelo menos 90% sobre a soma original das dívidas negociadas.

Os credores terão um intervalo de cinco dias úteis para cadastrar os lotes elegíveis. Essa etapa preliminar não é voltada ao atendimento dos consumidores, tendo como foco apenas mapear a oferta de inadimplência e classificar o perfil dos devedores por nível salarial.

Publicidade

Leia Também:

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a prioridade da iniciativa é alcançar a população de menor renda: “Estamos fazendo uma chamada aos bancos para que eles se organizem e apresentem o exato volume pelas diferentes faixas dos credores. Nessa chamada de interesse vamos permitir que várias faixas de renda sejam apresentadas, mas nosso foco são faixas de renda menores”.

Como funcionará o processo de seleção

O chamamento público é aberto a bancos comerciais, entidades de crédito e fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs). Para avançar à fase seguinte, os interessados precisam submeter carteiras compatíveis com as regras e aceitar o percentual inicial de deságio.

O procedimento obedecerá ao seguinte cronograma:

  • Chamamento: publicação do edital para habilitação dos credores;
  • Apresentação das carteiras: prazo de cinco dias úteis para notificação das dívidas;
  • Definição do leilão: consolidação dos números e divisão por faixas de renda;
  • Compra das dívidas: realização do pregão em novembro, com margem para o início de dezembro.

O desenho da concorrência deve beneficiar prioritariamente quem recebe menos e os microempreendedores individuais (MEIs). Caso o volume de inadimplentes de baixa renda seja insuficiente, o governo poderá absorver débitos de faixas superiores.

Custos e regras do leilão

Pela regra estipulada, o governo arrematará até R$ 90 bilhões pagando no máximo 10% do total em circulação, o que restringe o aporte federal ao montante de R$ 9 bilhões.

O secretário-executivo da Fazenda, Rogério Ceron, esclareceu a matemática do certame: “Se, no limite, esses R$ 90 bilhões de dívidas forem ofertados, de partida a gente saberia que no máximo consumiriam R$ 9 bilhões para a gente adquirir tudo”.

A União não tem obrigação de arrematar todo o estoque ofertado. O objetivo do leilão é acirrar a disputa entre os bancos, permitindo que os descontos finais cheguem a 93% ou 95% do saldo em aberto.

Critérios para as dívidas elegíveis

Instituído por medida provisória na gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa autoriza o poder público a comprar carteiras atrasadas para renegociá-las diretamente com a sociedade. O modelo atende aos seguintes requisitos:

  • Dívidas com valor original fixado em até R$ 10 mil;
  • Atrasos situados entre 720 e 1.645 dias (cerca de dois a quatro anos e meio);
  • Pendências em cartão de crédito rotativo ou parcelado e crédito pessoal não consignado;
  • Enquadramento de pessoas físicas e MEIs conforme normas oficiais.

Inicialmente, estimava-se um mercado de até R$ 150 bilhões em haveres elegíveis, demandando desembolsos de R$ 15 bilhões. O total atual de R$ 90 bilhões corresponde ao objetivo estabelecido para a convocação de abertura.

Orientações aos devedores e próximos passos

Após a conclusão do pregão, as pendências compradas pela União serão ofertadas para renegociação com os devedores, repassando os abatimentos obtidos. Será viável liquidar a obrigação à vista ou por parcelamento sujeito a juros.

As diretrizes operacionais de parcelamento e taxas dependem da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN). Os cidadãos não devem procurar agências bancárias agora, já que os canais de renegociação serão informados após o leilão.

Durigan reiterou que a ação tem caráter estruturante e permanente de Estado, criticando eventuais propostas de congelamento compulsório de débitos por configurarem risco de inadimplência generalizada no mercado financeiro.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
WhatsApp Opina News
Envie sua mensagem, estaremos respondendo assim que possível ; )
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR