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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Direitos Humanos

Ouvidoria da Polícia solicita investigação sobre morte de mulher atingida por PM

Thawanna Salmázio faleceu em 3 de abril; omissão de socorro de policiais também será apurada.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ouvidoria da Polícia solicita investigação sobre morte de mulher atingida por PM
© Paulo Pinto/Agência Brasil
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A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo formalizou um pedido para que se investigue a fundo o falecimento de Thawanna Salmázio, ocorrido em 3 de abril, após ser atingida por um disparo da policial militar Yasmin Ferreira na zona leste da capital paulista. Adicionalmente, o órgão solicitou a abertura de um inquérito para averiguar a possível omissão de socorro por parte dos agentes envolvidos no incidente.

Mauro Caseri, ouvidor da polícia, declarou em entrevista à TV Brasil que, além da requisição de apuração completa sobre o tiro e o óbito, um ofício será enviado à Corregedoria da Polícia Militar. O objetivo é instaurar um procedimento disciplinar que examine a conduta dos policiais presentes no local, verificando se houve falha na prestação de auxílio.

De acordo com o relato de Luciano Gonçalves Santos, companheiro da vítima, o casal caminhava pela rua quando o retrovisor de uma viatura policial colidiu com seu braço. Uma discussão se seguiu, e os policiais alegaram ter empregado força para conter os dois, momento em que Thawanna foi alvejada.

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"A policial responsável pelo disparo sustenta ter sido agredida pela vítima. Contudo, as testemunhas indicam que houve uma altercação verbal mais ríspida entre elas, e a policial, após se afastar ligeiramente, efetuou o disparo", detalhou Caseri.

Caseri acrescentou que "o companheiro dela tentou prestar socorro, mas foi impedido pelos próprios policiais. Isso representa um erro grave, além do disparo, pois um familiar tem o direito de socorrer. Eles jamais deveriam ter barrado o resgate da pessoa por seu parceiro".

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas o socorro levou mais de 30 minutos para chegar ao local do incidente. Posteriormente, Thawanna foi transportada ao hospital em aproximadamente três minutos.

"Se o tempo de resposta para o socorro fosse de 10, 15 ou 20 minutos, talvez ela tivesse chances de sobreviver. Além de desferir um tiro letal, tiraram dela a possibilidade de ser socorrida pelos seus familiares", pontuou o ouvidor.

Em comunicado oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que todas as circunstâncias do caso estão sob investigação prioritária, conduzida pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e por meio de Inquérito Policial Militar (IPM), com o acompanhamento das corregedorias das instituições envolvidas.

A pasta acrescentou que "os dois policiais diretamente envolvidos foram afastados de suas funções operacionais. As gravações das câmeras corporais foram anexadas aos inquéritos e estão sendo analisadas pela autoridade policial, compondo o conjunto probatório do caso. É importante destacar que todas as evidências, incluindo as imagens, laudos periciais e depoimentos, estão sendo rigorosamente examinadas. O Corpo de Bombeiros também está apurando o tempo de resposta no atendimento à vítima".

Na semana anterior, o Ministério Público de São Paulo já havia comunicado que também iniciaria uma apuração sobre as condições que levaram à morte de Thawanna.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
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