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Quinta-feira, 16 de Julho 2026
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Justiça

PGE-RJ busca ressarcimento de R$ 640 milhões ao Rioprevidência de grupo gestor de fundos

Procuradoria estadual move ações judiciais contra o Grupo Master e pede bloqueio de bens para recuperar perdas em investimentos.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
PGE-RJ busca ressarcimento de R$ 640 milhões ao Rioprevidência de grupo gestor de fundos
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) ajuizou nesta quinta-feira (16) três ações judiciais contra o Grupo Master e suas gestoras de fundos. O objetivo é apurar e reaver perdas financeiras bilionárias registradas pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência), que alcançam cerca de R$ 641,4 milhões.

Os valores em questão referem-se a recursos públicos investidos em fundos administrados pelo conglomerado Master, que atualmente se encontra em processo de liquidação extrajudicial. A investigação concentra-se em aportes realizados pelo Rioprevidência em dois fundos específicos vinculados ao Grupo Master: o Revolution e o Texas I FIA.

De acordo com a PGE-RJ, a perda no fundo Texas I FIA está diretamente ligada a uma operação de compra e venda de ações da Ambipar. A Procuradoria alega que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM, empresa associada à Operação "Carbono Oculto" (que investiga lavagem de dinheiro), teria realizado compras massivas dessas ações, inflando artificialmente seu valor de mercado.

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A petição inicial descreve que o Rioprevidência foi vítima de uma estratégia elaborada pela administração e gestão do Texas I FIA, que comercializou cotas de um fundo lastreado em uma ação sem fundamento real para o ente público.

O fundo Texas I FIA chegou a infringir as normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em novembro de 2025, pois seu patrimônio em ações representava apenas 31%, abaixo do mínimo de 67% exigido para fundos de ações.

No que tange ao fundo Revolution, a PGE aponta que a gestora Acura, agindo em nome do fundo, aprovou alterações no regulamento de um fundo investido (FIDC Eicon). Essas mudanças, segundo a Procuradoria, prejudicaram os cotistas, incluindo o Rioprevidência, que detinha 10,7% do fundo. Entre as alterações estavam a renúncia a direitos de voto e a extensão do prazo de amortização do investimento em 48 meses.

Os valores que motivam as medidas cautelares somam R$ 616,6 milhões, englobando o investimento no Revolution (R$ 481,4 milhões) e a perda no Texas I FIA (R$ 135,1 milhões). A PGE solicita o bloqueio de ativos por meio do sistema Sisbajud, além da indisponibilidade de bens como imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e até mesmo criptomoedas dos réus.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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