A Polícia Civil da Paraíba abriu um inquérito para investigar vídeos que mostram o cantor João Lima agredindo sua esposa na residência do casal, localizada em João Pessoa. As gravações, capturadas por câmeras de segurança instaladas no imóvel, começaram a circular nas redes sociais nos últimos dias e estão sob análise das autoridades como parte do processo por violência doméstica.
Diante da grande repercussão do material, a mulher buscou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) da capital paraibana no último sábado (24), onde formalizou um boletim de ocorrência. Adicionalmente, ela requereu à Justiça a aplicação de medidas protetivas.
Depoimento da vítima foi registrado na Deam de João Pessoa
A delegada Marcela Gonçalves, que atua na Deam-JP, foi a responsável por coletar o depoimento da vítima na Central de Polícia Civil de João Pessoa. A investigação prossegue em curso, e a Polícia Civil informou que, para não prejudicar as diligências em andamento, detalhes adicionais não serão divulgados por enquanto.
As filmagens em questão, que estão sendo analisadas, teriam sido gravadas por câmeras de segurança internas da residência do casal, revelando diversos episódios de agressão que ocorreram em distintas fases do relacionamento.
Advertência: as imagens contêm cenas fortes.
Agressões teriam se iniciado após o matrimônio, segundo a defesa
Conforme declarado pela advogada da vítima, Dayane Carvalho, os atos de violência teriam tido início durante a lua de mel do casal. João Lima e sua esposa formalizaram a união em novembro de 2025. A defesa ressalta que, nos aproximadamente dois anos de relacionamento que antecederam o casamento, não havia indícios ou relatos de qualquer tipo de violência.
Ainda segundo a advogada, algumas das agressões aconteceram enquanto o casal já estava separado. Naquele momento, a mulher havia solicitado um período de afastamento na relação e retornado para a casa de seus pais, sem, contudo, ter informado a família sobre os incidentes de violência.
Vídeos são integrados ao processo de investigação
A defesa esclareceu que os vídeos que vieram a público são registros captados dentro da residência que o casal compartilhava e, atualmente, fazem parte do material entregue à Polícia Civil. Essas imagens servirão como subsídio fundamental para o prosseguimento do inquérito.
A Polícia Civil reiterou que o caso está sendo conduzido sob a legislação de combate à violência doméstica e que as apurações permanecerão em sigilo até sua completa finalização.