O Projeto de Lei 804/26, atualmente em análise na Câmara dos Deputados, busca estabelecer novas diretrizes para a segurança sanitária e o controle da qualidade da água em piscinas e outros ambientes aquáticos de uso coletivo. A proposta visa prevenir acidentes químicos e garantir a saúde dos usuários.
De acordo com o texto, será obrigatório que a água das piscinas mantenha parâmetros físico-químicos e microbiológicos rigorosamente adequados à saúde humana.
Além disso, a proposta prevê a necessidade de registro detalhado das medições de qualidade, dos produtos químicos empregados e de todas as intervenções corretivas realizadas.
As novas regras abrangerão uma vasta gama de estabelecimentos, incluindo academias, clubes, condomínios, hotéis, escolas, parques aquáticos, clínicas de reabilitação e demais estruturas voltadas à hospedagem ou locação temporária.
A justificativa para a proposta
A deputada Daniela do Waguinho (Republicanos-RJ), autora da iniciativa, ressaltou a urgência da regulamentação. "Recentes ocorrências envolvendo intoxicação grave e óbito após a manipulação inadequada de produtos químicos evidenciaram a atual lacuna normativa", afirmou a parlamentar.
A responsabilidade pela fiscalização e aplicação das normas será das autoridades sanitárias nos âmbitos estadual, distrital (do Distrito Federal) e municipal.
O não cumprimento dessas determinações implicará em sanções já estipuladas pela legislação sanitária federal, sem isentar o infrator de eventuais responsabilidades civis e penais.
Próximos passos legislativos
O Projeto de Lei seguirá para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Saúde; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, ela deverá ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.
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