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Terça-feira, 30 de Junho 2026
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Política

Projeto de lei obriga planos de saúde a cobrir despesa de acompanhante em partos

Proposta aprovada na Câmara dos Deputados segue para análise em outras comissões e pode ir direto à sanção presidencial.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Projeto de lei obriga planos de saúde a cobrir despesa de acompanhante em partos
Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados deu aval ao Projeto de Lei 2570/22, que estabelece a obrigatoriedade dos planos de saúde em arcar com os custos de um acompanhante durante o trabalho de parto, o parto em si e o período pós-parto imediato. A decisão visa garantir que gestantes tenham suporte durante um momento crucial.

A relatora da proposta, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), manifestou-se favoravelmente ao projeto, que teve origem na proposição da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB). Segundo Carneiro, a medida busca eliminar barreiras financeiras que atualmente podem impedir o exercício desse direito no âmbito da saúde suplementar.

A legislação em vigor, incluindo a Lei Orgânica da Saúde e a Lei dos Planos de Saúde, será alterada pela nova proposta. O objetivo é assegurar que a presença de um acompanhante seja um direito garantido e coberto pelos planos.

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Infração sanitária e consentimento

O projeto classifica como infração sanitária o descumprimento do direito da gestante de ter um acompanhante em situações de parto e em procedimentos com sedação, tanto em unidades públicas quanto privadas. Essa previsão abrange também atendimentos que envolvam sedação.

Contudo, a proposta estipula que qualquer renúncia a esse direito deve ser formalizada por escrito. Essa decisão só será válida após a paciente receber informações completas e assinar um termo de consentimento, que deverá ser arquivado no prontuário médico.

Laura Carneiro ressaltou que a exigência protege a gestante contra eventuais pressões ou decisões tomadas sem o devido conhecimento, garantindo que a mulher mantenha o protagonismo durante o processo de parto.

Para as populações indígenas, o Sistema Único de Saúde (SUS) terá a responsabilidade de fornecer informações sobre o direito ao acompanhante em linguagens que respeitem as diversas realidades socioculturais.

Próximos passos na Câmara

A proposta, que já recebeu aprovação da Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, ainda passará pelas comissões de Saúde e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada sem alterações em caráter conclusivo, seguirá para sanção presidencial.

O texto já foi validado pelos senadores, e caso não sofra modificações pelos deputados, o trâmite poderá culminar diretamente na sanção do presidente da República.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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