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Sexta-feira, 17 de Abril 2026

Justiça

STF invalida extensão da CPMI do INSS por maioria de votos

Com o veredito da Corte, as atividades do colegiado precisam ser finalizadas até este sábado

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
STF invalida extensão da CPMI do INSS por maioria de votos
© Rosinei Coutinho/STF
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) barrou, nesta quinta-feira (26), a continuidade da CPMI do INSS, revertendo a liminar anteriormente concedida pelo ministro André Mendonça.

Diante desse posicionamento jurídico, o encerramento das atividades da comissão está agendado para o próximo sábado (28).

O placar final da votação registrou 8 votos contrários à manutenção das investigações e apenas 2 favoráveis.

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Na segunda-feira anterior (23), o relator André Mendonça havia estabelecido um prazo de 48 horas para que Davi Alcolumbre (União - AP), presidente do Senado, fizesse a leitura do pedido de prorrogação.

Tal determinação atendia a uma solicitação do senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente do grupo, que acusava a cúpula do Congresso de omissão ao ignorar o requerimento de continuidade.

Posteriormente, o próprio Mendonça submeteu sua decisão individual à análise do colegiado da Corte.

Antes do julgamento de hoje, Viana havia utilizado a liminar para estender o prazo da comissão por mais 120 dias, alegando inércia por parte de Alcolumbre.

Posicionamentos dos ministros

Ao abrir a sessão, Mendonça defendeu a prorrogação por 60 dias, reafirmando que o pedido cumpria todas as exigências legais necessárias.

O ministro argumentou que o requerimento possuía o quórum necessário de assinaturas e que era fundamental assegurar o direito de investigação da minoria política.

O ministro Luiz Fux acompanhou esse entendimento, sendo o único a votar junto com o relator.

Em contrapartida, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes lideraram a divergência, expondo críticas severas ao compartilhamento indevido de diálogos privados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master e alvo do colegiado.

Mendes classificou o vazamento de informações sigilosas como algo "deplorável" e "abominável" durante sua fala direcionada ao senador Carlos Viana, que estava presente.

Moraes reforçou o coro, descrevendo a divulgação das mensagens como uma prática "criminosa".

Acompanharam a tese contra a prorrogação os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Nunes Marques, Dias Toffoli, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Histórico da investigação

Estabelecida em agosto de 2025, a CPMI focou inicialmente em apurar descontos irregulares nas folhas de pagamento de segurados do INSS.

Com o avanço das oitivas, o grupo passou a examinar possíveis conexões entre o Banco Master e supostas fraudes em empréstimos consignados.

Recentemente, a comissão foi alvo de polêmicas envolvendo o vazamento de dados íntimos de Vorcaro, obtidos através de dispositivos apreendidos pela Polícia Federal e cedidos ao colegiado sob autorização judicial.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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