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Terça-feira, 21 de Abril 2026
Direitos Humanos

Taxa de mortalidade infantil no Brasil atinge menor patamar em 34 anos, informa Unicef

Organização da ONU destaca políticas públicas implementadas no país para a redução de óbitos, mas alerta para uma desaceleração no ritmo de queda.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Taxa de mortalidade infantil no Brasil atinge menor patamar em 34 anos, informa Unicef
© Marcello Casal/Agência Brasil
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Um relatório divulgado nesta terça-feira (17) pelas Nações Unidas, intitulado Níveis e Tendências da Mortalidade Infantil, revela que o Brasil registrou as taxas mais baixas de mortalidade neonatal e em crianças com menos de cinco anos nos últimos 34 anos.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), uma série de iniciativas adotadas pelo país têm contribuído para a diminuição de mortes que poderiam ser evitadas, acompanhando uma tendência mundial.

Em 1990, cerca de 25 em cada mil recém-nascidos faleciam antes de completarem 28 dias de vida. No ano de 2024, esse número caiu para sete a cada mil.

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A probabilidade de morte antes dos cinco anos de idade também apresentou uma melhora significativa. No Brasil, em 1990, 63 em cada mil crianças nascidas não chegavam a completar o quinto aniversário. Nos anos 2000, essa taxa reduziu para 34 a cada mil, e em 2024, o índice chegou a 14,2 mortes.

Entre as ações governamentais que impulsionaram esse resultado, destacam-se o Programa Saúde da Família, o Programa de Agentes Comunitários de Saúde, a Política Nacional de Atenção Básica e o fortalecimento da rede pública de saúde. Essas medidas, que visam a promoção da saúde de mães, bebês e crianças desde os anos 1990, foram implementadas com o apoio da sociedade brasileira e de entidades internacionais, como o próprio Unicef.

"Estamos falando de milhares de bebês e crianças que, de outra forma, não sobreviveriam e que hoje têm a oportunidade de crescer, se desenvolver com saúde e alcançar a vida adulta", explicou Luciana Phebo, líder de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil.

"Essa transformação foi possível porque o Brasil decidiu investir em políticas eficazes, como a vacinação e o incentivo ao aleitamento materno. Agora, é crucial que retomemos o ritmo desses esforços, mantendo e expandindo os avanços históricos das últimas décadas e garantindo que essas políticas alcancem aqueles que ainda não foram beneficiados adequadamente", ressaltou.

Apesar dos progressos, o Brasil também observou uma desaceleração no ritmo de queda da mortalidade infantil na última década, um cenário que também se verifica em nível global.

Por exemplo, entre 2000 e 2009, o país registrou uma diminuição anual de 4,9% na mortalidade de recém-nascidos. Já no período de 2010 a 2024, essa redução anual passou para 3,16%.

O estudo indica que, mundialmente, as mortes de crianças com menos de cinco anos foram reduzidas em mais da metade desde o ano 2000. Contudo, desde 2015, há pouco mais de uma década, o ritmo de queda da mortalidade infantil diminuiu em mais de 60%.

Adolescentes e jovens

O relatório da ONU sobre mortalidade também aponta que, em 2024, aproximadamente 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens entre cinco e 24 anos faleceram no mundo.

No Brasil, no mesmo ano, a violência foi a causa de quase metade (49%) das mortes de meninos de 15 a 19 anos, seguida por doenças não transmissíveis (18%) e acidentes de trânsito (14%).

Entre as meninas da mesma faixa etária, as doenças não transmissíveis foram a principal causa de óbito (37%), seguidas por doenças transmissíveis (17%), violência (12%) e suicídio (10%).

Recomendações

Com base nas constatações do relatório, o Unicef reitera que os investimentos em saúde infantil estão entre as ações de desenvolvimento com melhor relação custo-benefício.

Intervenções eficazes e de baixo custo, como vacinação, tratamento da desnutrição e a qualificação de profissionais de saúde para atendimento durante a gestação, o parto e o pós-parto, oferecem alguns dos maiores retornos em saúde global. Esses investimentos aumentam a produtividade, fortalecem economias e reduzem gastos públicos futuros.

A entidade estima que cada dólar investido na sobrevivência infantil pode gerar até 20 dólares em benefícios sociais e econômicos.

O levantamento global foi elaborado pelo Grupo Interagencial das Nações Unidas para Estimativas de Mortalidade Infantil (UN IGME), em colaboração com o Banco Mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais (DESA/ONU).

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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