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Justiça

Tribunais definem urnas eletrônicas que passarão por auditoria no segundo turno

TSE valida integridade dos sistemas para a votação e órgãos fiscalizadores acompanham os testes de autenticidade nas seções.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Tribunais definem urnas eletrônicas que passarão por auditoria no segundo turno
© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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Os Tribunais Regionais Eleitorais definiram, neste sábado (24), quais urnas eletrônicas serão submetidas a testes de integridade e autenticidade no segundo turno das eleições gerais. A escolha dos equipamentos ocorreu por meio de sorteio ou indicação de representantes de partidos e entidades fiscalizadoras em todo o país, visando garantir a transparência do pleito.

Nos maiores colégios eleitorais, como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, haverá auditoria em 43 equipamentos. Desses, 33 passarão pelo teste de integridade e dez pelo de autenticidade. Em estados como Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Ceará, 35 urnas foram selecionadas. Já em Roraima, o processo abrangerá 23 seções.

Nas seções sorteadas para o teste de integridade, as urnas originais são substituídas por equipamentos reserva e levadas a um local lacrado. Representantes de partidos e entidades preenchem cédulas de papel com os candidatos registrados. No dia da eleição, servidores da Justiça e do Ministério Público digitam esses votos no aparelho para comparar o resultado impresso com o digital ao fim da votação.

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Uma parcela dos equipamentos selecionados passa pelo teste utilizando biometria fornecida por eleitores voluntários. Entre as instituições acompanhantes estão a OAB, o Ministério Público, a Polícia Federal, as Forças Armadas e órgãos de controle, assegurando a fiscalização ampla da auditoria.

Já o teste de autenticidade ocorre nas próprias seções antes do início do pleito. A verificação consiste em checar se os sistemas das máquinas correspondem aos arquivos lacrados e homologados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por meio da checagem de mídias e assinaturas digitais.

Verificação de sistemas e emissão de zerésima

Paralelamente, o TSE realizou neste sábado a verificação pública dos sistemas de totalização, confirmando que os programas operantes são idênticos aos lacrados originalmente. A Justiça Eleitoral também emitiu os relatórios de zerésima, documento que comprova a ausência de votos registrados no sistema antes da abertura das urnas.

O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou a relevância do procedimento para a democracia. Segundo o magistrado, o dever da Corte é assegurar que cada voto depositado seja apurado com total exatidão, garantindo que o cidadão possa votar com plena certeza na transparência do processo eleitoral.

Antes do início da votação neste domingo, cada seção eleitoral emitirá novamente sua própria zerésima. Esse relatório impresso atesta formalmente que o equipamento está zerado e apto para receber os sufrágios dos eleitores ao longo de todo o dia de votação.

FONTE/CRÉDITOS: Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil
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