O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou para 2 de junho o julgamento do recurso apresentado por Claudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, contra sua condenação à inelegibilidade. A decisão final impactará diretamente a forma como o próximo pleito para o governo estadual será conduzido.
Em 23 de março, Castro foi declarado inelegível pelo TSE até 2030. Consequentemente, o tribunal determinou a realização de eleições indiretas para suprir o restante do mandato. Este tipo de eleição é realizado através do voto dos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Apesar disso, o partido PSD apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF), argumentando a favor de eleições diretas, com voto popular. Anteriormente à data marcada para o julgamento, Castro renunciou ao cargo, visando cumprir o prazo de desincompatibilização necessário para sua candidatura ao Senado.
Esta manobra foi interpretada como uma estratégia para viabilizar a eleição indireta, em detrimento da direta. O ex-governador tinha até 4 de abril para deixar o cargo.
O STF aguarda a deliberação do TSE sobre o recurso para então decidir se as eleições para o governo do Rio de Janeiro serão diretas ou indiretas.
A necessidade de uma eleição para o mandato-tampão surge devido à vacância na linha sucessória do estado.
O ex-vice-governador, Thiago Pampolha, renunciou em 2025 para assumir uma posição no Tribunal de Contas do estado, deixando o cargo de vice-governador vago desde então.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, está exercendo interinamente a função de governador do estado.