O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está programado para julgar nesta terça-feira (2), às 19h, o recurso impetrado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, visando reverter a decisão que o tornou inelegível até 2030. Este julgamento é crucial para definir o futuro político do estado, pois sua condenação impacta diretamente a modalidade das próximas eleições para o mandato-tampão de governador.
A condenação original de Castro, proferida em 23 de março, estabeleceu sua inelegibilidade e, consequentemente, a realização de eleições indiretas para o governo interino. Nesse formato, a escolha do novo governador seria feita pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Paralelamente, o Ministério Público também apresentou um recurso ao TSE, argumentando a favor de eleições diretas. O órgão entende que a vacância do cargo de governador, decorrente da condenação de Castro por motivos eleitorais, demanda uma escolha popular para o comando do estado.
No entanto, a decisão do TSE neste julgamento não representa o ponto final na complexa discussão sobre as eleições para o governo interino do Rio de Janeiro. O Supremo Tribunal Federal (STF) aguarda ansiosamente o desfecho no TSE para então deliberar se o pleito será direto, com participação popular, ou indireto.
O PSD, partido ao qual pertence o pré-candidato Eduardo Paes, já havia recorrido ao Supremo, defendendo a realização de eleições diretas. Em um movimento estratégico, Claudio Castro renunciou ao mandato um dia antes do julgamento, buscando cumprir o prazo de desincompatibilização para uma possível candidatura ao Senado. Essa ação foi interpretada por muitos como uma tentativa de favorecer as eleições indiretas.
A necessidade de uma eleição para o mandato-tampão surge da situação de vacância na linha sucessória do estado, que se encontra desfalcada.
O ex-vice-governador Thiago Pampolha, por exemplo, deixou o cargo em 2025 para assumir uma posição no Tribunal de Contas do estado, deixando a vice-governadoria sem ocupante desde então.
Em seguida na linha sucessória, o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), manifestou interesse em assumir o comando interinamente. Contudo, o STF determinou que ele aguardasse a decisão final da Corte sobre a questão. Ruas assumiu a presidência após a cassação do mandato do ex-presidente Rodrigo Bacellar.
Atualmente, quem exerce interinamente o cargo de governador do Rio de Janeiro é o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro.