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Economia

Vendas no comércio varejista caem 0,8% em julho após efeito da Copa do Mundo

Desaceleração aponta para uma retração em cinco das oito atividades avaliadas pela Pesquisa Mensal de Comércio.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Vendas no comércio varejista caem 0,8% em julho após efeito da Copa do Mundo
© Fábio Pozzebom/Agência Brasil
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O comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 0,8% na passagem de junho para julho, impactado por uma espécie de efeito pós-Copa do Mundo. Com esse resultado, o avanço acumulado do setor nos últimos 12 meses sofreu uma desaceleração para 1,6%, conforme os dados divulgados recentemente.

A média móvel trimestral, métrica utilizada para suavizar oscilações e indicar tendências, apontou uma variação negativa de 0,1% no período.

No acumulado de 2026, a alta é de 1,8%. Os números refletem uma perda de fôlego, visto que em março o acumulado anual em 12 meses alcançava 2,3%.

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As informações foram publicadas pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do recuo mensal, o setor ainda permanece 10,6% acima do patamar anterior à pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020.

No entanto, os números atuais posicionam o mercado 1,5% abaixo do recorde histórico obtido em março de 2026, equiparando-se ao volume de dezembro de 2025.

Comportamento setorial

O levantamento do IBGE aponta que cinco dos oito segmentos avaliados sofreram retração entre junho e julho.

Veja como se comportaram os grupos de atividades:

  • Móveis e eletrodomésticos: -4,9%;
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -4,2%;
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,7%;
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: -2,2%;
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: -0,2%;
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,6%;
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,6%;
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,3%.

O analista Cristiano Santos destaca que o recuo em eletrodomésticos, papelaria e vestuário decorre da antecipação de compras gerada pelo torneio esportivo em junho e julho.

Houve uma concentração expressiva no consumo de TVs e itens correlatos em maio, o que elevou a base de comparação para o mês seguinte.

Comércio varejista ampliado e conjuntura

No recorte ampliado, que engloba o atacado de veículos, materiais de construção e outros itens, houve alta de 0,4% de junho para julho.

A PMC integra o grupo de indicadores conjunturais do IBGE, que também apontou estabilidade no setor de serviços e leve alta de 0,2% na indústria.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil - Rio de Janeiro
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