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Segunda-feira, 22 de Junho 2026
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Política

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprova regras para legítima defesa contra violência doméstica

Proposta visa oferecer segurança jurídica a quem intervém para proteger mulheres em situações de agressão iminente

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher aprova regras para legítima defesa contra violência doméstica
Bruno Spada / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 589/26, que estabelece diretrizes para a legítima defesa de terceiros em casos de violência doméstica. A medida busca garantir proteção legal a cidadãos que socorrem mulheres em perigo, assegurando que não sofram punições ao agir moderadamente para interromper agressões.

De acordo com o texto aprovado, a isenção de penalidade será aplicada quando houver risco comprovado à integridade física ou psicológica da vítima. Além disso, a intervenção deve ocorrer apenas quando não houver outras formas de socorro disponíveis e a força for utilizada com moderação.

Critérios para a presunção de legalidade

A proposta define que a legítima defesa será presumida em cenários com sinais claros de violência, como pedidos de ajuda ou marcas visíveis de agressão. O benefício também se aplica a intervenções realizadas em residências ou contextos com histórico prévio de abusos familiares.

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A relatora da matéria, deputada Rosangela Moro (PL-SP), realizou modificações no projeto original do deputado Duarte Jr. (Avante-MA). Segundo a parlamentar, a insegurança jurídica atual faz com que muitas pessoas deixem de agir por receio de sofrerem sanções penais indevidas.

Restrições e limites da nova norma

O texto estabelece limites rigorosos, invalidando a proteção legal em casos de excesso de força. Ações motivadas por vingança ou que persistam após o agressor ter sido contido também não serão amparadas pela nova legislação proposta.

Além das mudanças jurídicas, o Poder Público ficará responsável por promover campanhas educativas para orientar a sociedade sobre como intervir de forma segura. O projeto altera pontos fundamentais do Código Penal e da Lei Maria da Penha.

Próximas etapas da tramitação

A proposta agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em caráter conclusivo. Para que as novas regras entrem em vigor, o texto precisa ser ratificado pelos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Entenda como funciona o processo de tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias
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