A influenciadora Deolane Bezerra moveu uma ação judicial contra um banco após sua irmã, Dayanne Bezerra Santos, ser impedida de sacar R$ 1 milhão em espécie em novembro de 2023. A tentativa de saque foi barrada pela instituição financeira sob suspeita de irregularidade, conforme detalhado em relatório da Polícia Civil de São Paulo. O caso surge em meio a uma investigação que aponta um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo Deolane e o PCC, pelo qual a influenciadora foi presa em 21 de maio.
Tentativa de saque barrada
Segundo a Polícia Civil, Dayanne Bezerra compareceu a uma agência bancária com o objetivo de realizar o saque de R$ 1 milhão. No entanto, os funcionários da instituição financeira recusaram a operação, citando a atipicidade da transação e levantando a possibilidade de configurar lavagem de dinheiro.
A irmã de Deolane, que também é advogada, alegou que o montante seria destinado à aquisição de um imóvel. Conforme o relatório policial, o banco ofereceu a opção de realizar o pagamento via transferência eletrônica, garantindo a rastreabilidade dos fundos, mas Dayanne Bezerra recusou a proposta.
Ação judicial e encerramento de contas
Na época, Deolane Bezerra mantinha aproximadamente R$ 10 milhões investidos na instituição bancária. Diante da negativa do saque, a influenciadora optou por processar o banco na esfera cível.
Em decorrência do ocorrido, o Banco Itaú concedeu a Deolane e seus familiares um prazo até 14 de janeiro para a finalização de todas as suas contas na instituição.
Investigação sobre lavagem de dinheiro
A investigação policial que levou à prisão de Deolane Bezerra apontou incompatibilidade entre os valores declarados pela influenciadora no Imposto de Renda e sua movimentação financeira. A polícia identificou uma movimentação de R$ 7.665.194,62 em créditos efetivos, enquanto a declaração de Imposto de Renda foi de R$ 577.945,46, uma diferença de R$ 6.534.289,15.
Dayanne Bezerra é sócia de Deolane na empresa Bezerra Publicidade e Comunicação Ltda, que segundo o inquérito, seria o principal meio utilizado para o esquema de lavagem de capitais.