Nesta quarta-feira (1º), o governo federal oficializou o desligamento de mais dois ministros de suas respectivas pastas. Uma edição suplementar do Diário Oficial da União (DOU) publicou as exonerações de Marina Silva, que chefiava o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e de Renan Filho, então à frente do Ministério dos Transportes.
A saída de ambos se deve à intenção de disputarem cargos eletivos nas eleições de outubro. Há expectativas de que Marina Silva se candidate ao Senado, representando o estado de São Paulo, enquanto Renan Filho deverá concorrer ao governo de Alagoas, estado que já administrou anteriormente.
A liderança do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima será assumida por João Paulo Capobianco, que já atuava como secretário-executivo da pasta e era um colaborador próximo de Marina Silva.
Para a pasta dos Transportes, o nome escolhido é George Palermo Santoro, que igualmente desempenhava a função de secretário-executivo, posição de número dois na hierarquia ministerial.
Com essas recentes saídas, o número total de ministros da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se afastarão de seus postos para concorrer nas eleições de 2024 alcança aproximadamente 18, de um total de 37.
Essa movimentação é impulsionada pela legislação eleitoral, que estabelece um período de desincompatibilização. De acordo com a norma, ministros de Estado, governadores e prefeitos, entre outros, que almejam concorrer a novos mandatos, devem se afastar de suas funções até seis meses antes do pleito. O prazo final para essa medida é 4 de abril, considerando que o primeiro turno das eleições está agendado para 4 de outubro.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) explica que a regra da desincompatibilização tem como objetivo primordial prevenir o uso indevido de poder econômico ou político, bem como a utilização de recursos públicos em campanhas eleitorais, garantindo assim a igualdade de condições entre os concorrentes.
Além dos ministros, a mesma exigência se estende a diversas outras categorias, incluindo magistrados, secretários estaduais, integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU), dos Tribunais de Contas dos Estados (TCEs) e do Distrito Federal (TCDF), além de diretores de empresas, entidades e fundações públicas de maneira geral.