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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
Economia

Inflação oficial registra 0,67% em abril, com desaceleração impulsionada por alimentos

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) aponta uma redução em comparação com o mês anterior, que registrou 0,88%.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Inflação oficial registra 0,67% em abril, com desaceleração impulsionada por alimentos
© Valter Campanato/Agência Brasil/Arquivo
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A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou o mês de abril em 0,67%, impulsionada principalmente pelos custos dos alimentos. Este patamar revela uma desaceleração em comparação com o mês de março, quando o índice havia registrado 0,88%.

No período de doze meses, a inflação acumulada atingiu 4,39%, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo governo, que é de 3%, com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (p.p.) para cima ou para baixo, ou seja, até 4,5%. Em março, o acumulado anual estava em 4,14%. Para fins de comparação, em abril do ano anterior, o índice inflacionário foi de 0,43%.

Essas informações foram tornadas públicas na terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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O resultado do IPCA para o mês de abril ficou aquém das projeções do mercado financeiro. Conforme o relatório Focus, divulgado na última segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC) a partir de consultas a agentes econômicos, a expectativa era de que a inflação de abril alcançasse 0,69%.

A seguir, detalhamos a variação média dos preços nos nove grupos de produtos e serviços monitorados pelo IBGE durante o mês de abril:

  • Alimentação e bebidas: 1,34% (impacto de 0,29 p.p.)
  • Habitação: 0,63% (0,10 p.p.)
  • Artigos de residência: 0,65% (0,02 p.p.)
  • Vestuário: 0,52% (0,02 p.p.)
  • Transportes: 0,06% (0,01 p.p.)
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16% (0,16 p.p.)
  • Despesas pessoais: 0,35% (0,04 p.p.)
  • Educação: 0,06% (0,00 p.p.)
  • Comunicação: 0,57% (0,03 p.p.)

O indicador de difusão, que reflete a abrangência da inflação na economia, registrou 65% em abril, uma leve queda em relação aos 67% observados em março. O IBGE realiza o levantamento de preços de um total de 377 itens e serviços, conhecidos como subitens.

Entre os diversos produtos analisados, a gasolina se destacou como o principal fator de pressão altista sobre a inflação de abril:

  • Gasolina: 1,86% (0,10 p.p.)
  • Leite longa vida: 13,66% (0,09 p.p.)
  • Produtos farmacêuticos: 1,77% (0,06 p.p.)
  • Higiene pessoal: 1,57% (0,06 p.p.)
  • Gás de botijão: 3,74% (0,05 p.p.)
  • Carnes: 1,59% (0,04 p.p.)
  • Energia elétrica residencial: 0,72% (0,03 p.p.)
  • Cenoura: 26,63% (0,02 p.p.)
  • Cebola: 11,76% (0,02 p.p.)
  • Tomate: 6,13% (0,02 p.p.)

O índice

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tem como objetivo aferir o custo de vida para famílias cuja renda mensal varia de um a quarenta salários mínimos.

A pesquisa de preços é conduzida em dez grandes regiões metropolitanas – incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre – além da capital federal, Brasília, e das capitais Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

FONTE/CRÉDITOS: Bruno de Freitas Moura - Repórter da Agência Brasil
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