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Segunda-feira, 02 de Fevereiro 2026

Direitos Humanos

Macaé Evaristo critica 'desvalorização' da carta de princípios dos direitos humanos

Ela aponta que a democracia tem sido instrumentalizada para justificar a dominação dos poderosos sobre os vulneráveis.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Macaé Evaristo critica 'desvalorização' da carta de princípios dos direitos humanos
© Lula Marques/Agência Brasil
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Na noite da última segunda-feira (26), a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, expressou sua preocupação com o que chamou de "descarte" da Carta de Princípios dos Direitos Humanos. Segundo ela, esse documento fundamental estaria sendo "rifado" por grupos que exercem poder em diversas nações. A ministra ainda ressaltou que noções como a democracia são, por vezes, distorcidas para legitimar a imposição da vontade dos mais poderosos sobre os mais frágeis.

Macaé Evaristo enfatizou que o mundo atravessa um período em que o consenso estabelecido pela carta de princípios dos direitos humanos foi, em suas palavras, "rifado" por facções que atualmente detêm a hegemonia em certas nações. Ela utilizou uma expressão popular para ilustrar a gravidade da situação.

A ministra complementou sua fala afirmando que esses grupos parecem acreditar que os acordos e pactos sobre o respeito à soberania e à autodeterminação dos povos serão esquecidos, permitindo a imposição da "lei do mais forte".

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As declarações da ministra foram proferidas na Casa do Povo, um centro cultural localizado no Bairro do Bom Retiro, na capital paulista. Fundado pela comunidade judaica em 1953, após a Segunda Guerra Mundial, o espaço serve como um memorial às vítimas do nazismo e, historicamente, também representou um ponto de resistência durante o período da ditadura militar no Brasil.

No período da tarde, Macaé Evaristo realizou visitas a importantes instituições da comunidade judaica no Bom Retiro, incluindo o Memorial do Holocausto e a entidade beneficente Ten Yad. A ministra também percorreu a área, que possui um histórico de diversas violações aos direitos humanos.

Benjamin Seroussi, diretor da Casa do Povo, salientou que "este território é palco de inúmeras violências", citando exemplos como o despejo de moradores da Favela do Moinho, o desmonte do Teatro de Container, o deslocamento de populações em situação de vulnerabilidade e os ataques a pessoas em situação de rua.

Ele concluiu, afirmando que "é a nossa história judaica que nos conduz ao presente. Não é possível abordar o antissemitismo sem também debater outras formas de opressão, que, lamentavelmente, são ainda mais acentuadas no território em que residimos".

FONTE/CRÉDITOS: Bruno Bocchini - Repórter da Agência Brasil
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