O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), está conduzindo uma operação especial para desmantelar um esquema de corrupção policial que oferecia proteção a um grupo criminoso especializado em lavagem de capitais.
A organização criminosa é composta por doleiros, operadores financeiros e indivíduos com vasta experiência em práticas de branqueamento de dinheiro. Até o momento, quatro suspeitos foram detidos.
Batizada de Operação Bazaar, a ação conta com o apoio da Polícia Federal, da Polícia Civil e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).
Conforme as investigações do Gaeco, o grupo criminoso realizava pagamentos constantes a agentes públicos e policiais civis, manipulava investigações, praticava fraudes processuais e destruía provas. “Dessa forma, os criminosos, de maneira coordenada, asseguravam a continuidade de suas atividades ilícitas e evitavam a responsabilização por seus delitos”, aponta o órgão.
Segundo informações divulgadas pelo MPSP, estão sendo cumpridos 25 mandados de busca e apreensão – inclusive em delegacias –, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relacionados a medidas cautelares diversas, direcionados a membros da organização criminosa, advogados e policiais civis envolvidos.