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Saúde

Nova expedição de saúde indígena é iniciada no território Yanomami

Ação do Ministério da Saúde em Roraima visa realizar 750 procedimentos médicos e exames até o final do mês.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Nova expedição de saúde indígena é iniciada no território Yanomami
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde iniciou nesta quarta-feira (23) uma nova expedição de atenção especializada focada na saúde indígena no território Yanomami, localizado em Roraima. A mobilização segue até o dia 30 e concentra suas atividades no Polo Base Surucucu.

A pasta informou oficialmente que a meta é executar cerca de 750 procedimentos. O cronograma engloba consultas de clínica médica, pediatria e saúde da mulher, além de exames laboratoriais e ultrassonografias essenciais para a população local.

Os atendimentos ocorrem no Centro de Referência em Saúde Indígena Xapori Yanomami e em diversas comunidades da região de abrangência.

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Segundo o governo, a iniciativa possibilita diagnósticos e acompanhamentos diretamente no território. O objetivo central é diminuir remoções desnecessárias e otimizar a resposta da rede de atendimento.

O público prioritário abrange crianças com quadros de desnutrição, infecções e problemas respiratórios. Gestantes, doentes crônicos e pacientes com malária também recebem atenção reforçada.

A força-tarefa também dá suporte a quem aguarda avaliações especializadas ou encaminhamentos na fila de espera.

A estratégia busca elevar a resolutividade do atendimento e integrar os serviços às Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena.

Entenda

Situado em Alto Alegre (RR), o Polo Base Surucucu faz parte do Distrito Sanitário Especial Indígena Yanomami e Ye’kwana. A região abriga cerca de 2.544 pessoas em 33 comunidades.

O isolamento geográfico e o relevo montanhoso dificultam o acesso, exigindo transporte aéreo por helicópteros para equipes e insumos médicos.

A ação ainda auxilia na investigação de casos complexos, mitigando atrasos em diagnósticos e melhorando o fluxo de informações entre os diferentes níveis assistenciais.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil
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