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Política

PEC da aposentadoria de agentes deve ser votada no Senado até 15 de julho

Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que estabelece normas específicas de aposentadoria para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, tem tramitação prevista para ser concluída antes do recesso parlamentar.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
PEC da aposentadoria de agentes deve ser votada no Senado até 15 de julho
© Lula Marques/Agência Brasil.
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O Senado Federal tem previsão para concluir a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 14/2021, que estabelece regras de aposentadoria diferenciadas para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, até o dia 15 de julho. A informação foi confirmada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), nesta terça-feira (30), indicando que a matéria deve ser apreciada antes do início do recesso parlamentar.

A PEC 14/2021 propõe a redução da idade mínima para aposentadoria para 57 anos para mulheres e 60 anos para homens, exigindo 25 anos de contribuição e comprovação de exercício na função. O texto abrange também regras permanentes e transitórias, além de normas para contratação e assistência financeira complementar da União para estados, Distrito Federal e municípios. Agentes indígenas de saúde e de saneamento também serão beneficiados pelas novas disposições.

Impacto fiscal e defesa da proposta

A aprovação da proposta pela Câmara dos Deputados em 2025 gerou preocupações governamentais quanto ao impacto nas contas públicas, estimado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento em R$ 3 bilhões anuais. O texto prevê repasses ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS) para cobrir os custos das aposentadorias concedidas sob as novas regras.

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Atualmente, essas categorias profissionais seguem as regras gerais de aposentadoria, com idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens. A PEC visa equiparar os direitos previdenciários desses trabalhadores, que atuam em áreas essenciais para a saúde pública.

Em resposta às preocupações fiscais, Alcolumbre argumentou que o Congresso já flexibilizou regras fiscais para atender outras demandas e defendeu a urgência da votação da PEC, ressaltando a importância de atender às especificidades da carreira desses agentes.

Rito de tramitação no Senado

Segundo Alcolumbre, a PEC 14/2021 seguirá o rito regimental. A proposta já passou pela primeira de cinco sessões de discussão em primeiro turno. O presidente do Senado planeja utilizar um requerimento de calendário especial para agilizar a votação, suprimindo as três sessões restantes entre o primeiro e o segundo turnos.

O objetivo é permitir a conclusão da votação e a promulgação da emenda constitucional antes do recesso parlamentar, marcado para iniciar em 18 de julho. O relator da matéria, senador Irajá (PSD-TO), também manifestou apoio à aprovação da PEC antes das eleições de outubro.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil
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