A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira (27), a segunda fase da Operação Castratio para cumprir cinco mandados de busca e apreensão contra o deputado federal Marcelo Queiroz (PSDB-RJ). A ação, expedida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), investiga suspeitas de fraudes contratuais na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Rio de Janeiro (Seapa).
As equipes policiais cumprem as ordens judiciais na capital fluminense e no município de Niterói. O parlamentar, que chefiava a pasta na época dos fatos apurados, já tinha sido alvo de buscas durante a primeira etapa da investigação, ocorrida em maio deste ano.
Segundo os investigadores, houve direcionamento, superfaturamento e adulteração em licitações que beneficiaram a empresa Consuvet. A firma foi aberta poucos meses antes de assinar o primeiro vínculo com a secretaria estadual, em julho de 2021. Os acordos para castração e esterilização de animais chegam a R$ 200 milhões.
De acordo com a PF, as irregularidades identificadas na gestão podem configurar condutas graves. "Os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de peculato, corrupção e lavagem de dinheiro, sem prejuízo de eventuais outros delitos que sejam revelados no decorrer das investigações", destacou a corporação em nota oficial.
Aprofundamento das apurações
As diligências atuais desdobram-se das evidências recolhidas na fase inicial da operação, autorizada pelo ministro do STF Flávio Dino. Na ocasião, o deputado teve o telefone celular apreendido em uma ação que cumpriu 12 mandados entre Rio de Janeiro e São Paulo, apreendendo também veículos, eletrônicos e dinheiro vivo.
A reportagem buscou posicionamento com o deputado Marcelo Queiroz e com a sua assessoria na Câmara dos Deputados, mas não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria.