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Sábado, 12 de Setembro 2026
Justiça

PF deflagra Operação Make Up para apurar desvio em emenda de Mario Frias

Ação autorizada pelo STF cumpre mandados de busca contra o deputado por suspeita de repasses irregulares para produtora de filme sobre Bolsonaro.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
PF deflagra Operação Make Up para apurar desvio em emenda de Mario Frias
© Marcello Casal JrAgência Brasil
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Make Up, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação investiga o suposto desvio de recursos públicos de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), verbas indicadas pelo deputado federal Mario Frias (PL-SP) que não tiveram a execução comprovada.

Ao todo, foram cumpridos 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. Além do deputado, que teve aparelhos eletrônicos apreendidos, a produtora Karina Gama foi alvo das buscas. Ela preside o ICB e comanda a produção do filme Dark Horse, cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a decisão do STF, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou falhas graves no projeto Jovem Empreendedor, orçado em R$ 1 milhão. A proposta previa capacitar alunos em Pirassununga (SP), mas o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação rejeitou a prestação de contas por descumprimento das metas.

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Outro repasse de R$ 1 milhão, voltado ao projeto Lutando pela Vida, também apresentou irregularidades. A CGU apontou ausência de comprovação suficiente sobre a entrega de materiais e prestação de serviços previstos para atender 500 beneficiários.

Cadeia de repasses financeiros

A investigação revelou a circulação de dinheiro entre empresas ligadas ao instituto e a produtora cinematográfica. No início de 2025, R$ 700 mil recebidos pelo ICB foram transferidos a empresas vinculadas ao empresário Heric Dias. Posteriormente, a empresa NTT Brasil repassou R$ 750 mil para a Go Up Entertainment, responsável pelas filmagens.

Movimentações sob investigação

A PF questiona ainda a compatibilidade de um repasse pessoal de R$ 645,4 mil feito por Frias para a Go Up Entertainment em relação ao seu salário parlamentar de R$ 44 mil. Adicionalmente, emendas no valor de R$ 1,15 milhão destinadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF) à Academia Nacional de Cultura não tiveram execução financeira.

Defesa do parlamentar

Em vídeo publicado nas redes sociais, Mario Frias sustentou que os recursos foram destinados de forma transparente e que a verba não passa pelas mãos dos parlamentares. O deputado criticou a operação realizada em ano eleitoral e a falta de acesso à investigação. Por ordem judicial, Frias está proibido de deixar o Brasil e de contatar outros investigados.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil
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