A Polícia Federal (PF) finalizou nesta sexta-feira (26) a investigação que apurava a conduta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concluindo que ele cometeu o crime de calúnia contra o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A acusação se baseia em uma postagem feita por Bolsonaro em suas redes sociais, onde imputou falsamente crimes ao chefe do Executivo.
A conclusão da Polícia Federal foi formalizada no relatório final do inquérito, aberto por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar a fundo o episódio.
O objeto da investigação é uma publicação específica, divulgada por Flávio Bolsonaro na plataforma X em 3 de janeiro deste ano. A data coincidiu com a captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos.
Na referida publicação, o senador afirmou categoricamente: “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas".
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A análise da PF aponta que o senador imputou, de forma indevida e falsa, os crimes mencionados diretamente ao presidente da República.
Em seu parecer, a Polícia Federal explicitou: "Fica claro, portanto, que o senador Flavio Bolsonaro, através de sua postagem, imputou falsamente ao presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro, crimes estes expressamente tipificados em nosso ordenamento jurídico".
Com o encerramento da investigação, a Polícia Federal encaminhou o processo ao Supremo Tribunal Federal para as devidas providências. A próxima etapa prevê a remessa do dossiê à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Agência Brasil buscou contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro para obter um posicionamento sobre o caso, e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para qualquer manifestação.