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Quarta-feira, 01 de Julho 2026
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Presidiários de Pernambuco usam golpe do amor e facção criminosa para extorquir vítimas no DF

Uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal desvendou como detentos de um presídio em Pernambuco orquestravam um esquema de extorsão, criando perfis falsos em aplicativos de relacionamento para ameaçar e roubar moradores do Distrito Federal.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Presidiários de Pernambuco usam golpe do amor e facção criminosa para extorquir vítimas no DF
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (1), uma operação que desmantelou um esquema de extorsão liderado por presidiários de Pernambuco. Eles utilizavam uma variação do golpe do amor, criando perfis falsos em aplicativos de relacionamento para intimidar e exigir dinheiro de moradores do Distrito Federal, sob a falsa alegação de pertencerem a uma facção criminosa.

A estratégia dos criminosos combinava duas modalidades de fraude já conhecidas: o golpe do falso membro de facção e uma adaptação do golpe do amor, empregando plataformas digitais como WhatsApp e Telegram para alcançar suas vítimas.

Conforme apurado pelos investigadores da Operação Tróia, os detentos se apresentavam como integrantes de uma poderosa organização criminosa, aterrorizando as vítimas. As ameaças as levavam a realizar transferências financeiras para contas de “laranjas”, que eram controladas pelos golpistas.

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A engenharia do golpe

O esquema veio à tona após a denúncia de um residente do Riacho Fundo, no Distrito Federal. A vítima relatou aos investigadores que, após trocar mensagens com uma mulher conhecida em um aplicativo de namoro e compartilhar informações pessoais, começou a receber ameaças de um indivíduo que se identificava como membro de uma facção.

O golpista alegava que a mulher com quem a vítima conversava era casada com um dos líderes da suposta facção criminosa e exigia um pagamento substancial para evitar retaliações.

O delegado Tell Marzal informou que as ligações ameaçadoras eram realizadas de dentro do Presídio de Igarassu, em Pernambuco, onde o principal autor e seus comparsas já cumpriam pena por outros delitos.

“Eles impunham que as vítimas efetuassem transferências para as contas indicadas. Caso contrário, a facção executaria a família da vítima”, detalhou o delegado. Isso evidenciava a capacidade dos criminosos pernambucanos de operar de forma organizada e estruturada, mesmo estando encarcerados, com uma nítida divisão de tarefas.

Enquanto alguns se dedicavam à criação de perfis femininos falsos em aplicativos e redes sociais, outros eram responsáveis por interagir com as vítimas, manipulando-as para obter dados pessoais que seriam usados nas ameaças e extorsões.

“Adicionalmente, após as vítimas realizarem as transferências para contas de laranjas, o grupo efetuava os saques por meio de um núcleo financeiro externo à prisão, que contava com o apoio de três mulheres incumbidas da lavagem do dinheiro”, complementou Marzal.

Os valores obtidos ilegalmente eram rapidamente fragmentados entre diversas contas bancárias, em um típico processo de lavagem de dinheiro, até serem sacados e reintroduzidos no mercado formal, simulando uma origem lícita.

FONTE/CRÉDITOS: Alex Rodrigues - Repórter da Agência Brasil
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