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Quarta-feira, 20 de Maio 2026
Economia

CMN estabelece regras para linha de crédito emergencial a companhias aéreas

Financiamento de R$ 1 bilhão será destinado ao capital de giro, cobrindo despesas essenciais como combustível e salários.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
CMN estabelece regras para linha de crédito emergencial a companhias aéreas
© José Cruz/Agência Brasil
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Uma das principais iniciativas de apoio ao setor aéreo, anunciada nas últimas semanas, foi oficializada. O Conselho Monetário Nacional (CMN) validou nesta quarta-feira (20) uma resolução que detalha uma nova linha de crédito emergencial destinada a empresas que realizam voos domésticos regulares no Brasil.

A medida disponibiliza até R$ 1 bilhão em financiamentos para fortalecer o capital de giro das companhias, em resposta ao recente aumento dos custos operacionais, com destaque para o preço do querosene de aviação.

Esta nova linha, autorizada pela Medida Provisória 1.349 de abril deste ano, agora possui suas diretrizes operacionais estabelecidas. O governo informou que o objetivo é prover liquidez imediata às empresas e assegurar a continuidade do transporte aéreo doméstico.

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Como funciona

Os fundos obtidos poderão ser aplicados estritamente no capital de giro, que abrange as despesas cotidianas das companhias aéreas, como o pagamento a fornecedores, aquisição de combustível, custos de manutenção e salários.

O acesso a este crédito é restrito a empresas que operam serviços de transporte aéreo doméstico regular e que possuam habilitação junto ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Limite do crédito

Cada companhia poderá obter um empréstimo equivalente a, no máximo, 1,6% do seu faturamento bruto anual registrado em 2025.

Ainda assim, existe um teto máximo de R$ 330 milhões por empresa beneficiada.

Com esses limites individuais, o governo visa distribuir os recursos entre diversas empresas do setor, evitando uma concentração excessiva do financiamento.

Prazo curto

Os empréstimos deverão ser quitados em um prazo de até seis meses. O modelo aprovado prevê que a amortização ocorra em uma única parcela no vencimento final do contrato, significando que a empresa receberá os recursos imediatamente e efetuará o pagamento integral ao final do período estipulado.

A expectativa é que os fundos sejam liberados até 28 de junho de 2026.

Juros cobrados

Os custos financeiros serão equivalentes a 100% da taxa média do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), um indicador que reflete as taxas de juros entre instituições financeiras.

Em caso de atraso no pagamento, serão aplicados:

  • juros de mora de 1% ao mês
  • multa de 2% sobre o valor em atraso

Os recursos serão transferidos diretamente para contas no Banco do Brasil, a instituição escolhida pela União para gerenciar esta linha de crédito.

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Exigências

Para ter acesso ao financiamento, as empresas precisarão apresentar declarações formais atestando sua situação financeira e operacional.

Entre as condições exigidas estão:

  • comprovação dos impactos decorrentes do aumento no preço do combustível;
  • demonstração clara da necessidade da linha emergencial;
  • declaração de que não existem impedimentos legais ou extrajudiciais;
  • compatibilidade entre as projeções de receita e a capacidade de pagamento.

De acordo com a resolução, toda a informação fornecida será de inteira responsabilidade das empresas que solicitarem o crédito e passará a compor os contratos de financiamento.

Alta dos custos

A criação desta linha de crédito ocorre em um cenário de forte pressão sobre os custos das companhias aéreas, impulsionada pela recente escalada no preço do querosene de aviação. Essa alta é influenciada pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela valorização internacional do petróleo.

O governo acredita que o crédito emergencial pode ser fundamental para manter as operações das empresas e mitigar riscos de cancelamentos, redução de rotas e instabilidade financeira no setor.

O que é o CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão máximo responsável pela definição das diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito no Brasil.

A presidência do CMN é exercida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o conselho é composto também pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e pelo ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

Originalmente, a reunião mensal do CMN estava agendada para quinta-feira (21), mas foi antecipada para esta quarta-feira (20).

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil
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