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Terça-feira, 28 de Abril 2026
Justiça

Ministério Público do Rio aciona Justiça para reaver R$ 1 bilhão do Rioprevidência

O Rioprevidência afirmou em comunicado que mantém o compromisso com o pagamento em dia dos benefícios e que atenderá às solicitações do Ministério Público.

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
Ministério Público do Rio aciona Justiça para reaver R$ 1 bilhão do Rioprevidência
© Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) ajuizou uma ação civil pública, nesta sexta-feira (10), buscando forçar os administradores do Rioprevidência, fundo de pensão de servidores e pensionistas estaduais, a cobrir um déficit de R$ 1,088 bilhão resultante da aquisição de títulos do Banco Master. A medida visa o bloqueio de bens dos envolvidos.

No documento oficial, o Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (Gaesf) detalhou que a ação foi movida contra o Banco Master, que está em processo de liquidação extrajudicial, e outras partes relacionadas, com o objetivo de prevenir um prejuízo estimado em R$ 1,088 bilhão ao Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

Por meio de um pedido de tutela de urgência, o MPRJ solicita a suspensão imediata de contratos ligados ao CredCesta, o afastamento do atual presidente da autarquia, Nicholas Cardoso, além do congelamento de bens dos investigados e a implementação de ações para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

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A PKL One Participações S.A., ex-dirigentes e atuais gestores do Rioprevidência, bem como o próprio estado do Rio de Janeiro e a autarquia previdenciária, também serão acionados judicialmente.

Além de proteger o patrimônio público, a ação questiona a validade do modelo de crédito conhecido como CredCesta.

De acordo com o MPRJ, essa operação, que combinaria empréstimos consignados com cartões de crédito de maneira pouco clara, teria induzido aposentados e pensionistas a um ciclo vicioso de endividamento. Os descontos realizados em folha de pagamento não estariam, na prática, reduzindo o saldo devedor.

A ação aponta que essa prática desrespeita o Código de Defesa do Consumidor e a Lei do Superendividamento, pois afeta diretamente consumidores em situação de fragilidade, como idosos e beneficiários da previdência, comprometendo sua renda essencial para a subsistência.

Resposta

Em comunicado, o Rioprevidência informou que as aplicações realizadas são predominantemente em renda fixa, e que R$ 100 milhões estavam alocados em títulos públicos, configurando uma abordagem de baixo risco.

O órgão esclareceu que os investimentos não se misturam com os recursos destinados ao pagamento de benefícios previdenciários, que pertencem ao Plano Financeiro e ao Plano Previdenciário.

O Rioprevidência também destacou que as orientações do GAESF já estavam sendo seguidas durante a administração de Nicholas Ribeiro, diretor de Administração e Finanças.

O comunicado acrescenta que um plano de ação na área de investimentos foi formalizado em processo SEI e que todos os esclarecimentos necessários foram enviados ao MPRJ em tempo hábil.

Para finalizar, o Rioprevidência reiterou seu compromisso com o pagamento pontual dos benefícios previdenciários e assegurou que as solicitações do MPRJ continuarão a ser atendidas.

FONTE/CRÉDITOS: Douglas Corrêa - Repórter da Agência Brasil
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