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Quarta-feira, 29 de Abril 2026
Justiça

PGR pede condenação de parlamentares do PL por desvio de verbas ao STF

Acusados negam irregularidades; caso está sob relatoria do ministro Cristiano Zanin

João Vitor  : Opina News / MTB 0098325/SP
Por João Vitor : Opina News /...
PGR pede condenação de parlamentares do PL por desvio de verbas ao STF
© Lula Marques/Agência Brasil
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se nesta terça-feira (10) a favor da condenação de dois deputados federais e um suplente, todos filiados ao PL, por supostos crimes de corrupção passiva e formação de quadrilha.

A posição da PGR foi apresentada durante a sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que analisa se os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA), e o suplente Bosco Costa (PL-SE) devem ser considerados culpados pelos delitos de corrupção passiva e organização criminosa.

Argumentos da Procuradoria

O subprocurador-geral da República, Paulo Jacobina, ressaltou a gravidade do desvio de fundos públicos, especialmente considerando o contexto de vulnerabilidade social no Maranhão.

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Ele enfatizou que as ações investigadas impactaram negativamente o Sistema Único de Saúde (SUS), dificultando o acesso da população a serviços essenciais.

De acordo com a acusação formalizada pela PGR, os parlamentares teriam exigido suborno para viabilizar a liberação de emendas orçamentárias. Além dos três políticos, outras cinco pessoas associadas a eles também respondem ao processo como réus.

A denúncia aponta que, entre janeiro e agosto de 2020, os deputados teriam solicitado indevidamente R$ 1,6 milhão em troca da liberação de R$ 6,6 milhões em emendas destinadas ao município de São José de Ribamar (MA).

Após a exposição dos argumentos da PGR e das defesas dos réus, o julgamento foi interrompido e será retomado na próxima terça-feira (17), data em que os ministros proferirão seus votos sobre a condenação ou absolvição dos acusados.

O ministro Cristiano Zanin é o relator do caso. A Primeira Turma é composta também pelos ministros Flavio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Manifestações das Defesas

A equipe de defesa de Bosco Costa argumentou que as investigações deveriam ter sido iniciadas no STF e, portanto, deveriam ser invalidadas.

O advogado Leandro Racca contestou a ligação dos recursos em questão com emendas parlamentares, citando que a Controladoria-Geral da União (CGU) não encontrou essa conexão.

"A certeza necessária para uma imputação penal, no que tange à autoria de emenda parlamentar, é inexistente", declarou Racca.

O advogado de Josimar Maranhãozinho, Felipe Fernandes de Carvalho, negou que seu cliente tenha direcionado emendas para São José de Ribamar (MA), alegando que o parlamentar era opositor político do então prefeito, José Eudes.

“É difícil entender como um deputado, sem base eleitoral no município, sem conhecer o prefeito, enviaria qualquer tipo de recurso para aquela cidade”, argumentou o defensor.

Já o advogado de Pastor Gil, Maurício de Oliveira, relatou que a defesa só obteve acesso integral aos autos após a etapa de interrogatório e apontou supostas falhas na investigação conduzida pela Polícia Federal.

"É inegável. Manipularam livremente os dados digitais e comprometeram a prova digital neste processo", afirmou.

FONTE/CRÉDITOS: André Richter - Repórter da Agência Brasil
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